Este rosto de hoje

“..Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil..”

Poeta das Insignificâncias

O menino, ou poeta das insignificâncias Manoel de Barros completa hoje 95 anos.  Fui apresentada ao Manoel em 2007, por intermédio do menino Bruno, de Limeira, colecionador de “nadas da vida”.  No ano passado, o mesmo me apresentou a desbiografia oficial – “Só Dez por Cento é Mentira”, do cineasta Pedro Cézar, sobre o universo poético de Manoel de Barros. Amor, admiração, identificação, essência.. tudo à primeira vista.

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Cem Melhoras Crônicas – Mario Prata

Título: Cem Melhoras Crônicas (que, na verdade, são 129)

Autor: Mario Prata

Editora: Planeta

Nº de Páginas: 376

Mario Prata, escritor irreverente, faz crônicas inteligentes e bem humoradas. Recorda a época de jornalista, discute temas atuais, fala sobre filhos, mulheres e amigos, conta casos curiosos do cotidiano e da infância. Tudo isso sem perder a leveza e a simplicidade com que faz sua literatura, que é tão peculiar e interessante. Esse livro reúne as Cem Melhoras Crônicas do ponto de vista do autor.

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Cazuza, o exagerado

 

“O artista não é um operário, que bate o ponto e tal. Eu não acredito que ninguém possa ser operário da arte, porque a arte é contra a transformação do homem numa máquina.” (Cazuza, 1988)

Há 20 anos, no dia 7 de Julho de 1990,  Agenor de Miranda Araújo Neto nos deixava. Cazuza, como sempre foi conhecido, cantou e encantou homens e mulheres de todas as idades que viam nas suas letras um reflexo do país que em viviam e das suas emoções. Mesmo rebelde e boêmio, nosso “Exagerado” ou “Maior Abandonado” compôs tão bem, que de letrista passou a Poeta.

 Texto: Fernanda Pasian

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- Então, Charlie Brown

…o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul.
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir… acho que isso é amor.

Descaso

Os dias passam e cada vez mais usamos uma desculpa nova para o nosso descaso com as pessoas. O que chamamos de distância, falta de tempo ou de dinheiro se torna um empecilho constante e inalterável no dia-a-dia. Assim, os laços se estreitam cada vez mais e a intimidade se perde em algum lugar junto com o amor. O trabalho, o dinheiro, as compras e a busca pelo “novo fácil”, faz com que deixemos nossos velhos amigos para trás. Nos desfazemos deles como se fossem roupas velhas ou objetos antigos sem condições de uso. E como roupas velhas, eles voltam à moda em alguns anos, e nos damos conta do valor que tinham e só precisavam de atenção, um pouco de água, sol e vento para que pudessem ser tão bons como antes, ou até melhores. Num mundo que consome desenfreadamente como o nosso, que tudo é descartado em segundos, esquecemos que os seres humanos não se enquadram nisso, e, agindo dessa maneira perdemos pessoas especiais.

 (Fernanda Pasian - 16 de Março de 2009)

 

(Tem mais de um ano que escrevi isso. Hoje ele faz muito mais sentido pra mim do que naquela época. É uma pena, não?)

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