Nome: Tia Julia e o Escrevinhador
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Alfaguarda
Número de Páginas: 359
Foi um romance publicado em 1977 e é considerado um dos livros mais originais de Vargas Llosa. É bastante autobiográfico e assim como em Travessuras da Menina Má, é narrado por um jovem peruano que sonha viver em Paris. Mas, esse jovem se apaixona por Tia Julia (como é chamada até o último capítulo), que na verdade não é sua tia legítima, mas irmã da mulher de seu tio. Mesmo assim, o fato de ser mais velha, “quase quase” poder ser sua mãe e de Varguitas pertencer a uma família tradicional, impede que a felicidade dos dois seja completa. O que antes era só uma brincadeira, vira paixão e resulta em casamento. É um romance muito bom, mas o que estraga o livro são os capítulos das novelas de Pedro Camacho, no caso, o “escrevinhador”, que trabalha na mesma rádio que Varguitas. Eu não tive paciência pra ler todas as novelas, por isso não posso opinar muito sobre o livro. Mas os únicos livros românticos que eu gosto de ler são os do Vargas Llosa.
Trecho: “- Sei como vai ser no futuro com todos os detalhes, vi numa bola de cristal – me disse tia Julia, sem a menor amargura. – No melhor dos casos, a nossa história duraria três, talvez uns quatro anos, quer dizer, até que você encontre a menininha que será mãe de seus filhos. Então você me dará um chute e eu terei de seduzir outro cavalheiro. E aparece a palavra fim.”







